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Love Letter: Cicatrizes

22/05/2015

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Meu amor,

A dor tem o poder de transformar as pessoas.
E o amor, por ser dor, me transformou.

Já não sou mais a mesma de antes.
Carrego comigo uma centena de cicatrizes. E elas me fazem, visivelmente, parecer mais velha do que sou.

Carrego comigo todas as palavras que disseste.
Carrego comigo o amor que não foi.

O peso de uma história que não teve fim, muito menos começo. A dor de ter amado sozinha.

E nada do que eu faça ou deixe de fazer vai mudar este fato.

O fato de que te amei. E o fato de que você se foi.

Sua

Amy Winehouse: the real side

21/05/2015

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Todos que acompanham o blog desde o início sabem que sou extremamente fã da Amy, não só pela sua música, mas por tudo o que ela viveu em apenas 27 anos. Lembro até hoje da primeira vez que ouvi “Some Unholy War“, “Wake Up Alone” e “Love is a Losing Game” – minhas três músicas favoritas do segundo álbum. E lembro tão bem da forma como me emocionei com aquelas músicas e, principalmente, com aquelas letras (que são de uma sinceridade de arrepiar)…

O que Amy passou para nós em termos de música foi algo simplesmente mágico. Ela resgatou um universo musical das periferias negras da década de 30/40, e um jazz suave. É quase como uma mistura imensa de gêneros. E é simplesmente impossível ouvir uma de suas músicas e não associar à grandes nomes do soul e do jazz, como Aretha Franklin, Donny HathawayBillie Holiday, entre outros.

Tenho o costume de dizer que Amy morreu por amor. Por amar demais. Por sentir demais. E a história Amy & Blake é uma das mais lindas que já conheci (sem toda a polêmica que a mídia criou em volta disso). O livro “Saving Amy”, escrito por Daphne Barak, mostra o outro lado da história – a história que ninguém conhece. É linda, é sincera – e a consumiu por completo. Mas é real.

Por isso fico tão feliz quando algo assim é feito:

Poema chinês: “Ventos de Outono”

20/05/2015

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Recebi mais um poema, por e-mail, do meu amigo Paulo José Miranda. Esse é uma tradução feita por ele, do poeta chinês Li Bai (701-762). Lindo demais, olhem só:

Ventos de Outono

É no Outono que o vento corta
E o luar mais nos ilumina.

As folhas caem sem parar e desaparecem.
As gralhas pousam nos galhos, sentem o medo no ar.

Se cada um de nós pensa no outro, porque não estamos juntos?

Aqui e agora, nesta noite, o amor que sinto envergonha-me.

Ao atravessarmos o portão do desencontro,
cada um de nós ficou frente a frente com a sua miséria.

Sofremos muito o tempo todo e lembramos bem disso.
E mesmo que fosse pouco tempo, a dor não seria menos infinita.

Soubesse eu o quanto um coração pode errar,
e logo de início nunca teria te conhecido.

Lingerie lover | For Love and Lemons

20/05/2015

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Conheci recentemente a marca californiana For Love & Lemons e me apaixonei loucamente pela linha de lingerie deles. A marca é bem jovem, com uma modelagem moderna e ultra sexy. Bem o estilo que eu gosto ;-) Quero absolutamente todos os conjuntos ♥ Olhem só que fotos lindas:

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Love Letter: Eu tenho pena

19/05/2015

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Meu amor,

Eu tenho pena.

Pena de te deixar assim, sozinho no mundo. Pena porque sei que o que você mais precisa é de alguém ao seu lado.

Eu tenho pena.

Pena por saber que ninguém vai te amar como eu te amei. Pena por seu orgulho ser maior do que o seu amor.

Tenho pena que essa história termine assim. Que você tenha mudado. Que eu tenha cansado de te esperar.

É uma pena tão dolorosa, que às vezes me pergunto se vale a dor.

Mas tinha que ser. Tinha que ser assim…

Por isso, mais uma vez eu digo:
Eu tenho pena.

Sua

Summer feeling ☼

18/05/2015

Apesar do inverno já estar se aproximando, o clima ainda é de muito calor. Por isso, aproveitamos uma manhã deliciosa para fazermos as fotos abaixo. A última de sol, já que agora a chuva é constante – ótimo momento para colocar minha leitura em dia e escrever muito. O look é todo Zara, as usual.

E reparem: mamis está cada vez mais profissional com a câmera ;-)

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O livro que mudou a minha vida foi…

11/05/2015

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Sinceramente não acredito que exista nada nesse mundo que me dê maior prazer do que ler. E acredito fielmente que um livro pode, de todas as formas que se é possível, mudar uma vida. Já dizia Fernando Pessoa, em um dos livros que sem sombra de dúvida mais me comove e encanta, O Livro do Desassossego, que não há nada melhor do que se perder na leitura. “As palavras são para mim corpos tocáveis, sensualidades incorporadas (…) Estremeço se dizem bem“. E eu estremeço a cada linha que ele escreve. “Gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente“.

E realmente, não existe algo mais extraordinário do que alguém que saiba exprimir ideias de uma forma tão majestosa que emociona. E é exatamente por isso, pela leitura ser algo tão íntimo, que quando conheço alguém pela primeira vez, não consigo deixar de perguntar qual o seu livro favorito. E a cada novo título, a lista aumenta. Afinal, mais prazeroso do que ler é poder entrar no mundo de outra pessoa e entendê-la melhor. Perguntei a alguns jornalistas (a lista completa você pode ver aqui) qual é o tal livro que os faz estremecer. Eis as respostas abaixo:

Marília Scalzo
Jornalista e consultora editorial

“Não posso falar apenas em um livro que tenha mudado a minha vida. Diria que os livros em geral foram uma das maiores influências que tive. Nasci e cresci em uma casa cheia de livros. Meu pai era jornalista e professor de literatura, amava os livros e me transmitiu esse amor (além de me dar muitas dicas e traçar um caminho para minhas leituras, quando comecei a me aproximar de sua biblioteca). Os livros me mostraram muitos mundos e também, entre eles, o mundo da escrita que sempre me encantou. Cito alguns, como: ‘A Cidade e as Serras‘, de Eça de Queirós; ‘Grande Sertão: Veredas‘ de Guimarães Rosa; ‘Conversas no Catedral‘, de Mario Vargas Llosa; ‘Memorial do Convento‘ de José Saramago; e ‘Educação Sentimental‘, de Gustave Flaubert. São apenas cinco exemplos – dentre diversos outros – que me ensinaram muitas coisas e me inspiram até hoje.”

Sérgio Xavier
Diretor de redação da revista Playboy

“Não me lembro quando li ‘No Ar Rarefeito‘ de Jon Krakauer. Só sei que gostei muito. Sempre apreciei as aventuras humanas. Mas em 2009 me lembrei desse livro. Eu tinha uma história incrível nas mãos e queria transformá-la em livro na época. No meu caso, eram corredores amadores de rua com histórias que se cruzavam. Tinha drama, superação, suspense, tinha tudo. Percebi que o enredo poderia atrair não só maratonistas e gente apaixonada por esporte. Mas como atrair leitores variados se o tema central era tão específico? Aí me lembrei do Krakauer. Ele vendeu um livro sobre alpinismo em um país tropical como o Brasil. Como? Enquanto escrevia o meu ‘Operação Portuga’ eu relia ‘No Ar Rarefeito’. E nessa segunda leitura descobri o truque. Antes de contar a subida trágica no Everest ele esculpiu cada personagem. Primeiro fez o leitor se conectar com os montanhistas, se afeiçoar. Depois narrou. Pronto. Copiei a fórmula. E escrevi o livro da minha vida, que está na sua quinta edição. Mas o livro que mudou o jogo foi o de Krakauer. Ali entendi que mesmo as grandes aventuras humanas também precisam de técnica narrativa.”

Tatiana Schibuola
Diretora de redação da revista Capricho

“Os livros que mais transformaram a minha vida foram os que li na infância. Na idade adulta, claro, li livros muito bons. Mas é quando somos crianças que os livros são mais poderosos, porque podem transformar nossa visão de mundo. Eu tinha uma fixação especial por ‘Corda Bamba‘, da autora infanto-juvenil Lygia Bojunga Nunes. A história de uma garota, filha de artistas circenses, neta de uma ricaça, reúne fantasia, crítica social, a dor de crescer e perceber o mundo ao nosso redor, e as possibilidades que a vida nos apresenta. Aprendi com ele que histórias encantadoras podem ser despretensiosas e ter texto simples.”

Pedro Só
Diretor de redação da revista Billboard Brasil

“O livro que mudou a minha vida é ‘Histórias de Cronópios e Famas‘, de Julio Cortázar. Li quando estava na faculdade e, além de me divertir imensamente, virou obsessão e referência não só de escrever bem, mas de pensar e criar com originalidade. Em textos curtos e de concisão poética, ele demonstra sua maneira única de ver e compreender o mundo. Claro que o jornalismo não dá muito espaço para arroubos cortazarianos (ainda mais dessa vertente), mas ficaram um certo espírito e o desejo de originalidade, mesmo no cotidiano massacrante da profissão.”

Bruno Garattoni
Editor da revista Superinteressante

“O livro que mudou minha vida foi ‘Assim falava Zaratustra‘, do Nietzsche. Por dois motivos. Primeiro, me fez perceber que eu não estava sozinho no mundo. Outra pessoa já tinha pensado coisas parecidas com tudo aquilo que eu, aos 18 anos, estava sentindo. Segundo, o livro descreve a existência com uma clareza incrível, por meio de conceitos filosóficos que transformaram minha compreensão da vida. E nos quais penso quase todos os dias, até hoje.”

Daniela Falcão
Diretora de redação da revista Vogue Brasil

“Tem dois livros que mudaram minha vida, em momentos diferentes, e não saberia eleger um. O primeiro foi ‘Coiote‘, de Roberto Freire. Eu tinha uns 15 anos e foi a primeira vez em que li um livro que me fez ter vontade de ser outra pessoa, de viver aquela vida, de entrar na história. Marquei várias passagens inteiras, e também foi a primeira vez que fiz isso. Bem mais tarde, outro livro que provocou reação tão intensa, mas completamente diferente foi ‘A Trilogia de Nova York‘, de Paul Auster. Neste caso, foi uma paixão mais pela forma que pelo conteúdo. A maneira como Auster envolve o leitor em sua trama meio nonsense, o ritmo de sua prosa, o estilo… Enfim, foi a primeira vez que me apaixonei não por um personagem, mas pela maneira pela qual a história era contada. Desde então, li todos os livros dele e, volta e meia, releio os meus prediletos.”

Mariliz Pereira Jorge
Colunista da Folha de S. Paulo

“O livro que mudou a minha vida foi ‘Um Dia‘, de David Nicholls. Está longe de ser um clássico e ganhou até versão cinematográfica no circuito comercial, mas foi um livro que me fez pensar em muitas das interrogações que eu tinha, nos caminhos que tinha escolhido e porque algumas coisas simplesmente não estavam ainda do jeito que eu havia planejado. A história dos personagens se confundiram com a minha própria e eu me vi neles em várias situações. Tanto na vida amorosa quanto na profissional eu estava vivendo uma vida diferente da que eu gostaria simplesmente porque estava ocupada vivendo uma vida qualquer. Aqui, um trecho do livro, que eu guardo sempre comigo: “Acho que você tem medo de ser feliz. Parece que pensa que o caminho natural das coisas na sua vida é ser triste, sombria e macambúzia, odiar seu emprego, odiar o lugar onde mora e não ter sucesso nem dinheiro. E Deus a livre de um namorado. Na verdade vou mais longe: acho que você gosta de se sentir frustrada e ter menos do que queria ter, porque isso é mais fácil, não é? O fracasso e a infelicidade são mais fáceis, porque você pode fazer piada com isso.”

Denis Russo Burgierman
Diretor de redação da revista Superinteressante

“O livro que mudou a minha vida foi ‘Making Things Work‘, de Yaneer Bar-Yam. Neste livro, que detalha a lógica dos sistemas complexos, eu descobri que esse é o tema que me fascinou a vida inteira. Há anos escrevo sobre cérebros, evolução, cidades, trânsito, sustentabilidade, modelos de produção, políticas de drogas e outros assuntos aparentemente desconectados uns dos outros. Ao ler o livro do Bar-Yam, me dei conta de que há algo em comum entre temas tão díspares: todos eles são sistemas complexos. Mas claro que muitos outros livros mudaram minha vida – as obras completas de Fernando Pessoa, ‘Grande Sertão: Veredas‘, a fantástica ‘HQ Asterios Polyp‘, ‘Cradle to Cradle‘, ‘Morte e Vida das Grandes Cidades‘, ‘Botânica do Desejo‘, para citar alguns. O livro do Bar-Yam é bem mais chato que esses todos. Mas provavelmente é o que terá o maior impacto na minha vida, porque me revelou o que quero fazer daqui para frente.”

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