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Entrevista: Lucas Brandão, o Lucão

10/07/2015

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Conheci grande parte da obra do publicitário e blogueiro Lucas Brandão pelas redes sociais – assim como a grande maioria das pessoas. Lucão, como é conhecido popularmente, coleciona nada mais, nada menos que 168 mil seguidores no Instagram (uma das redes sociais em que expõe o seu trabalho).

Recentemente, seu primeiro livro intitulado “É cada coisa que escrevo só para dizer que te amo“, foi lançado pela editora Saraiva. A obra é uma junção de frases e versos do autor que vieram do blog “Abra o Bico“, criado há quase dez anos. O livro explora a identidade visual do blogger nas redes sociais e brinca com um misto de cores, ilustrações e caligrafia do autor. Confira a entrevista a seguir:

Lucão, a maioria das pessoas tem o costume de perguntar da onde surgiu o gosto pela escrita. Mas vamos fazer diferente: o que (ou quem) te inspirou a escrever? Quais são seus livros e escritores favoritos?

A escrita para mim é mais do que uma ideia que eu tive certo dia, é uma coisa muito mais presente. É uma necessidade de me expressar e também uma vontade pura e genuína de escrever como meus ídolos da literatura. E essa vontade surgiu após a minha descoberta pelos livros. Comecei lendo pra valer aos 17 anos, e aos 20 surgiu essa vontade de escrever, de começar esse caminho inspirado pelas leituras que fiz. O problema é que na época eu era muito tímido, e essa timidez me atrapalhava à superar as barreiras da escrita. Só consegui mesmo depois que enxerguei que a timidez era um problema a ser resolvido – nesse caso, minha mãe psicóloga me ajudou muito. Fiz terapia por um bom tempo e foi um período incrível de autodescoberta. De entender quem sou eu e o que eu queria fazer da minha vida. Fiz até vencer esta barreira e começar a me soltar mais, a ter mais coragem. Fiz até começar a escrever pra valer. E foi assim que minha história com as palavras começou. Eu diria até que a timidez, ao mesmo tempo que me inibiu, me motivou muito a começar meu caminho na poesia.

Já meus livros favoritos foram os que me marcaram pelo momento em que vivia. Me lembro claramente do primeiro livro que peguei na estante de casa: “Na margem do rio piedra eu sentei e chorei“, de Paulo Coelho. Devorei esse livro. Depois fui descobrindo novos autores, lendo muita literatura internacional, suspenses policiais e por aí vai. Mas foi na literatura nacional que realmente fiz morada. Luis Fernando Veríssimo é um dos meus maiores ídolos. Já li e reli quase tudo que encontrei dele, analisando frase por frase, tentando entender o que ele faz para deixar aquela conversa tão natural e surpreendente. Seus textos são fáceis, leves e, ao mesmo tempo, riquíssimos. Na poesia fui me descobrindo com Paulo Leminski e depois com os “Manoéis“, de Barros e Bandeira. Tenho diversos ídolos: Gabriel García Márquez, Ariano Suassuna, Mário Quintana e por aí vai. Tenho preferência por estes que escrevem de forma simples, acessível e encantadora.

“Não há coisa melhor que um beijo. E se coisa melhor que um beijo tiver, que essa coisa me beije”

E como surgiu a ideia de criar o blog “Abra o Bico”?

É engraçado porque pouca gente sabe que o blog já tem 10 anos. Foi em 2006, enquanto eu ainda estava na faculdade e apaixonado por leitura. Lembro de ter escrito um texto inspirado em um programa de televisão, e resolvi criar um endereço online onde pudesse guardá-lo.

Na época, Instagram e Facebook não existiam (ainda bem), já que o blog nasceu única e exclusivamente com a proposta de me ajudar no aperfeiçoamento da escrita. E de repente, depois de pegar o gosto pela coisa, resolvi dar um nome. “Abra o Bico“, que se chama assim até hoje por seu meu lugar de, verdadeiramente, abrir o bico. Comecei escrevendo prosa, depois misturei um pouco a prosa com verso, e hoje sou apaixonado pela poesia.

“Se o que você fez deu saudade, então você fez a coisa certa”

Como foi o processo de escrita do livro? Foi algo planejado?

Não foi nada planejado – e na verdade foi uma grande surpresa para mim. Lembro de estar no trabalho e receber um e-mail um pouco diferente. Era da editora Saraiva, e o texto era bem pessoal. As “meninas” da editora (é assim que chamo o quinteto que fez o contato comigo nesse processo) me contaram que haviam lido alguns versos meus na internet e que queriam conversar comigo em São Paulo sobre a possibilidade de lançar um livro. Imaginem. Voei para a capital paulista na semana seguinte e batemos um papo maravilhoso. E foi assim que tudo começou. Seis meses depois o livro estava pronto, impresso e, modéstia à parte, muito bonito.

O processo de escrita foi tranquilo, não tive pressão e as meninas foram bem compreensivas comigo. Tivemos um bom tempo para produzir, tanto os textos antigos selecionados, quanto os novos e exclusivos que havia escrito. Foi muito bom e realmente me descobri em um outro momento na escrita, um pouco mais maduro. Tive muita sorte de ter trabalho com as cinco (Deborah Gutermanm, Deborah Mattos, Luiza, Paula e Fernanda). Elas foram muito boas comigo.

“Os melhores pontos de vista não são pontos, são vírgulas”

Da onde vem a sua inspiração para criar? Seus textos são escritos para alguma pessoa em especial ou foram escritos em diversos momentos da sua vida?

Vem da vida mesmo. Do que acontece ao meu redor o tempo todo. E afinal, quem nunca amou ou nunca sentiu saudades? Eu sinto muito amor pelas coisas, pela minha família e amigos, e até por desconhecidos que vejo nas ruas – as histórias que não sei se são verdadeiras, as histórias que vou imaginando na vida das pessoas. Vem daí a minha inspiração. Vem muito mais da minha observação contínua do que de um possível talento que eu tenha.

Eu acredito em talento, mas acredito muito mais no esforço, na atitude, na vontade e na dedicação. Então eu me preparei, li muito, estudei, me apaixonei e criei. Certa vez lembro de escrever o seguinte: “Eu não escrevo poesias. Apenas coloco legendas na vida“. E acredito fielmente que se nós pararmos um pouco e observarmos as coisas que estão acontecendo ao nosso redor, vamos ver que a poesia já está lá, pronta – só nos basta o esforço para escrevê-la.

“Amar é quando a gente quer que algo dure mais do que pode durar”

Como foi para você esse crescimento (ou melhor, reconhecimento) nas redes sociais? Quando percebeu que estava, de fato, fazendo sucesso com o que produzia?

Eu sempre fui muito feliz na internet. Quando comecei o blog conheci muitas pessoas que também escreviam, assim como eu. Aconteceu uma troca muito grande entre essas pessoas, e fiz amigos que admiro e aprendi coisas maravilhosas. Com o blog, sinto que consegui colocar um pedaço maior da minha vida em contato com a arte. E a arte me trouxe mais felicidade na vida.

Nunca tive pretensões maiores com o que ia produzindo. Comecei escrevendo com calma e sempre tentando melhorar, pensando em como eu estaria daqui há dois, três ou quatro anos. E foi indo. Até que, no começo de 2014, resolvi levar o blog para outras redes: como o Facebook e o Instagram. Foi a partir daí que as pessoas começaram a participar mais, a gostar, a se identificar. E deu no que deu.

Apesar de não ser o meu objetivo (o de ter seguidores), tem sido muito bom ver que as pessoas gostam, que elas leem o que eu escrevo e se identificam. Ao contrário do que escuto por aí, acredito que a internet pode, sim, ser um ótimo lugar para as pessoas aprenderam a gostar de ler.

“Algumas pessoas passam a vida vendo o tempo passar. Eu prefiro as que fazem o tempo parar para que elas passem”

E pra finalizar, como você analisa a poesia brasileira? Acha que aqui há espaço para novos escritores e para a poesia em geral?

Espaço eu acredito que tenha, sim. E escritores bons também temos de sobra. Mas acho que ainda estamos confusos com toda a rapidez da internet. É um momento de muitas possibilidades, e as editoras estão atrás de escritores e artistas que tenham essa projeção – que deem a elas uma perspectiva de venda e de sucesso garantido. Mas, ao mesmo tempo, acho que existe uma confusão entre o que é arte, o que é literatura e o que é moda. Vejo muita vontade em publicar, mas talvez seja necessário um pouco mais de cuidado com o que vai ser publicado. E acho que as editoras, as livrarias e o mercado de publicação, de forma geral, tem uma oportunidade muito grande de trazer esse público jovem e online para dentro das lojas, para dentro dos livros. Mas, em contrapartida, vejo uma grande responsabilidade da indústria em educar esse novo leitor, de mostrar à ele coisas boas, de ajudá-lo a se formar na literatura, mostrando os clássicos, dando referências. A dúvida que fica é: como fazer isso em um momento onde o consumo é exacerbado e o critério do leitor é muito baixo? É necessário fazer essa reflexão para que consigamos tirar o melhor proveito desse momento – tanto como leitor, quanto como promovedor dessa arte.

1460 dias, 4 anos de história

27/06/2015

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Esse blog nasceu de uma necessidade e uma vontade muito grande de me comunicar. Precisava, na época com 17 anos, de um espaço onde eu pudesse ser eu: aperfeiçoar a escrita e tentar entender, por meio de palavras, o que eu realmente gostaria de fazer do meu futuro – tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe.

O questionamento sempre fez parte da minha vida. Tudo o que me interessa contém uma infinidade de “porquês”. O lugar-comum sempre me incomodou. Queria (e ainda quero) dúvidas e incertezas. Gosto de pensar e de fazer outras pessoas pensarem. Sempre pra fora e pra lugar nenhum. Gosto de fugir das regras e ser um pouco (ou bastante) apaixonada.

E quando se tem 17 anos, você quer abraçar o mundo (mesmo sem braços suficientemente longos para isso). Eu queria mudar alguma coisa. Queria fazer algo diferente, me entender melhor. E precisava da comunicação para isso. Digo sempre que a internet é a bênção do jornalista, já que nos abriu mil e uma portas para dialogar com o mundo.

No meu caso, gosto de citar a seguinte frase, que diz: “escrever é emprestar as mãos a nossa alma, para que ela possa falar”. E eu falei, durante quatro anos, sobre tudo e sobre todos. E realmente fui apaixonada por esse meu “eu” (que são vários, confesso). Esses quatro anos me trouxeram experiências maravilhosas (outras nem tanto). Me fizeram conhecer melhor as pessoas à minha volta e me fizeram amadurecer de uma forma impressionante.

Mas hoje já não sou mais apaixonada por esse meu “eu”. E talvez algumas pessoas já tenham notado, já que o foco do blog foi mudando a medida que eu mesma fui me descobrindo. E hoje já não quero mais falar sobre as tendências que vão e vem, sobre o que eu estou vestindo, o que eu estou usando. Quero escrever sobre o que realmente me move: literatura, comportamento, estética e poesia. Porque realmente acredito que possa existir uma vida mais inteligente na blogosfera. Porque realmente acredito que as pessoas merecem muito mais do que um simples look do dia. As pessoas amadurecem, as necessidades mudam.

Mas já dizia o poeta: “temos que nos tornar a mudança que queremos ver”. E sinto que realmente preciso de uma mudança, um novo caminho, novos sonhos, novos amores. Porque não consigo viver em uma rotina automática, indiferente a intensidade dos meus sentimentos. Preciso realmente estar loucamente apaixonada pelo que faço. E preciso me apaixonar novamente. Por algo totalmente novo, totalmente meu.

Por isso quero dizer que, assim como eu, o blog vai seguir em uma nova estrada. Vai se apaixonar por outra esfera da comunicação. Vai se focar no porquê das coisas, ao invés de se focar no superficial lugar-comum.

Ele continua, é claro. Mas não como vocês estão habituados a ver. O processo segue em andamento, assim como meus pensamentos, mas o resultado será mais uma realização. E um conceito novo. Por isso, enquanto eu aguardo (e vocês também), esse espaço continua. E eu realmente só tenho a agradecer por tudo o que isso me proporcionou até hoje. E esperar, ansiosa, que gostem do meu (logo, logo) novo espaço, e do meu outro “eu” ;-)

Love Letter: Você quis ser saudade

25/06/2015

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Meu amor,

Nós poderíamos ter sido tantas coisas…

Mas agora não somos nada.

E por mais que eu te queira de volta,
Esperar que voltes é sempre inútil.

Inútil a ponto de me iludir.
Me iludir que voltes. Me iludir que ainda me queiras.

Mas agora não somos nada.

E mesmo assim, mesmo sabendo
A cada dia que amanhece
Sinto que vais voltar para me devolver.

Me devolver o beijo que me deves.

Mas é inútil esperar que voltes…

Pois nós poderíamos ter sido tantas coisas
E você preferiu que fôssemos saudade.

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Feels like summer ☼

25/06/2015

O clima por aqui é mesmo louco. Semana passada fez muito sol e calor (pareceria realmente um mês típico de março ou abril), e agora, nesses últimos dias, está mesmo congelante (chegando a fazer cerca de 7 graus pela manhã!). O resultado é óbvio: garganta inflamada e voz quase nula. Mas de qualquer forma, quero mostrar algumas fotos que fiz em um parque aqui da cidade. Olhem só:

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002Não é lindo esse lugar? Batemos tantas fotos que foi até difícil selecionar ;-)

Pablo Neruda: apenas dois

25/06/2015

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Dois…
Apenas dois.
Dois seres…
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente…
…Sempre…
…A se olharem…
Pensar talvez:
“Paralelos que se encontram no infinito…”
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas.

Natureza Morta, por Paulo José Miranda

22/06/2015

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Terminei de ler recentemente o livro Natureza Morta, ganhador do prêmio literário José Saramago, em 1999, e escrito pelo meu amigo Paulo José Miranda. O livro conta a história do grande pianista e compositor português, João Domingos Bomtempo (1771 – 1842), que “recorda aos dez anos ter pela primeira vez conseguido tocar a “Arte da Fuga” de Bach, aos vinte ter substituído o pai como primeiro oboísta da Real Câmara, e aos vinte e nove ter assistido à primeira execução do “Requiem”, de Mozart, em Paris. E esses foram os seus momentos de vitória: dominar uma linguagem, igualar o pai, compreender um gênio” (pág. 12).

É uma obra lindíssima que aborda a vida, a morte, a solidão e todos os sentimentos humanos. Separei abaixo algumas das minhas frases favoritas (que fui marcando no decorrer da leitura):

“Nenhuma obra vale o que quer que seja, se for escrita confinada a uma inteligência, a uma sensibilidade. No fundo, não se pode confinar a arte à técnica, à arrogância do homem. A arte é precisamente o contrário: a superação de qualquer saber fazer. Superação porque se minimiza tudo o que se aprendeu. Supera-se porque se esquece. Esqueci-me de mim, da música e toquei a essência do mistério”.

“Porque não se pode compor verdadeiramente senão para além de si próprio, para além do que se sabe, para além do que se quer”.

“Ainda que possamos saber que a nossa vida pode correr muito pior do que corre, sofre-se mais do que se sofre, perante um momento de prazer esquecemos toda e qualquer possibilidade de desventura”.

“(…) Já se habituara a perder pessoas, a saber que não podemos contar com que elas permaneçam conforme à nossa vontade”.

“A paixão por uma mulher pode destruir por completo a lucidez de um homem”.

“Compõe-se música para não gritar. Estuda-se para não pensar. Aplaude-se para não chorar”.

“Como é que se pode pôr coragem numa vontade, carinho num coração, sabedoria numa existência?”

“O medo de compreender que não compreende nada”.

“Mas é precisamente o medo que causa os maiores disparates, cria discursos absurdos, vozes inócuas”.

“Sinto que gosto cada vez menos de mim mesmo. Este peso enorme de ser homem, esta tristeza de não poder ser somente música”.

A Lisboa de Eça de Queirós

08/06/2015

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Texto publicado no Brasil Post no dia 04/06

Tenho que confessar que sou uma aficionada por escritores portugueses. E tenho algumas obras que, de tão favoritas, já se tornaram parte da minha história (como se tivesse, de fato, conhecido cada personagem narrado por Eça de Queirós ou discutido sobre o sentido da vida com Fernando Pessoa). E foi quase inevitável, enquanto andava pelas ruas de Lisboa, não pensar no Ramalhete e na Rua de S. Francisco; ou não fantasiar sobre os encontros românticos entre Pessoa e Ofélia Queiroz.

O fato é que, quando falamos de Eça de Queirós, falamos da capital portuguesa. Afinal, ela foi palco de suas obras e, principalmente, sua vida. Até hoje as ruelas lusitanas exibem as marcas deixadas pelo autor. Basta uma rápida visita ao Chiado e, sem grande esforço, é possível descobrir um mundo de memórias antigas – da Lisboa oitocentista, ora vanguardista, ora conservadora à Lisboa de Os Maias e O Primo Basílio. Por isso, hoje trago alguns dos principais pontos turísticos para os fãs do escritor. Descubra a verdadeira Lisboa de Eça de Queirós:

Hotel Central

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É no Cais do Sodré que resta a memória do antigo Hotel Central – o hotel mais referenciado da obra queirosiana. Aqui esteve hospedado o primo Basílio e foi também o cenário para Carlos da Maia ter a primeira visão de Maria Eduarda, em Os Maias. Muitíssimo frequentado por Eça, o local hoje abriga um banco, facilmente encontrado no número 52/54, da Praça Duque da Terceira.

Grêmio Literário

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Na antiga Rua de S. Francisco, palco de grande parte da ação de Os Maias, se encontra a atual Rua Ivens. No primeiro andar do número 31 morou Maria Eduarda. E é também nesta rua, no número 37, que se localiza o famoso Grêmio Literário. Fundado em 1846, ocupa este palacete desde 1875. Eça era um frequentador regular e a mesa onde costumava ler o jornal diário ainda se encontra por lá.

Teatro de São Carlos

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O famoso teatro de São Carlos, local de encontro obrigatório dos personagens de Eça de Queirós (e onde Carlos da Maia mantinha um camarote permanente), foi criado em 1793 e era a sala de espetáculos mais prestigiada de Lisboa. Frequentada pelos reis e a burguesia endinheirada, era o ponto de encontro para ouvir ópera e trocar mundanidades.

Pastelaria Cister

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Era na pastelaria Cister, fundada em 1838, que Eça tomava todos os dias o seu pequeno-almoço. Ela foi remodelada há pouco tempo e hoje abriga um painel de azulejos alusivos ao autor, além de diversos retratos espalhados pelas paredes. Com preços acessíveis e comida caseira, a dica é provar as tostas feitas com pão alentejano e as marmeladas – simplesmente deliciosas. O local fica na Rua Escola Politécnica, número 107.

A Brasileira e Casa Havaneza

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Na famosa Rua Garrett, no Chiado, se situam dois pontos de encontro dos homens da sociedade de então: o café A Brasileira (onde se encontra a famosa estátua de Fernando Pessoa, grande amigo de Eça), e a Casa Havaneza, a melhor tabacaria da capital. Fundada em 1865, ambos os locais eram pontos de intrigas e debates políticos (como descreve Eça em diversos enxertos de suas obras). Vale aproveitar o passeio para visitar a Livraria Bertrand, fundada em 1732 e considerada a livraria mais antiga do mundo. Para quem ama literatura portuguesa, é um verdadeiro deleite.

Café Nicola

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No Rossio (Praça D. Pedro IV), outro palco das obras queirosianas, não se esqueça de visitar o Café Nicola. É justamente neste prédio que se encontra a casa dos pais de Eça, onde o autor viveu grande parte de sua vida. Basta procurar que logo se encontra uma placa alusiva, informando que a casa ficava no 4º andar, no número 26. A praça tem prédios importantes como a Estação do Rossio, o Teatro D. Maria II, a fonte barroca e o pedestal com a estátua de D. Pedro IV. Visita obrigatória.

Restaurante Tavares Rico

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A Rua da Misericórdia abriga um dos restaurantes favoritos de Eça, antigamente chamado de Café Tavares. É famosíssimo na cidade e foi, durante muitos anos, o ponto de encontro dos grandes intelectuais e das figuras mais ilustres. Vale ressaltar a decoração do ambiente, que te transporta de uma forma brutal para o século XIX, destacando-se pela sua beleza digna de palácios europeus. Dica: o vinho do Douro é um dos melhores da cidade.

Hotel As Janelas Verdes

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A uma curta distância do Museu de Arte Nacional, na Rua das Janelas Verdes, situa-se um belíssimo palacete do século XVIII. Trata-se da antiga residência de Eça, hoje um pequeno e elegante hotel boutique, com muitos dos apetrechos de uma velha casa literária: paredes em painéis de madeira, poltronas ornamentais, livros antigos, mapas e objetos de antiquário por toda parte. Há quem afirme que foi este palacete que inspirou o autor a criar o Ramalhete, de Os Maias.

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