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Instagram; Anorexia; Falsa Felicidade

29/08/2013

DiatduraBeleza-Instagram-DistúrbiosAlimentares

No começo desse ano escrevi um texto intitulado “Ditadura da Beleza”, baseado em um trabalho da faculdade e um livro que li em 2007, da qual sempre me recordo. Nessa semana, o assunto veio à tona novamente. Na última terça-feira, uma jovem gaúcha, com milhares de fãs nas redes sociais (18 mil só no twitter), morreu. Morreu vítima de padrões inalcançáveis de beleza, que eu, você e outras milhares de meninas ao redor do mundo somos obrigadas a engolir, como uma verdade absoluta.

Esse distúrbio, que muitos chamam de anorexia, bulimia, ana, mia, ou seja lá o apelido que for, não é novidade – e está longe de sumir do mapa. Digo isso porque tive amigas que sofriam desse mal e acompanhei muitas páginas nas redes sociais que influenciavam e davam força para que continuassem seguindo ao fundo do poço.

A menina em questão, que se chamava Daiane Dornelles, de 21 anos, falava abertamente sobre seu distúrbio. E pior! Ainda ganhava centenas de likes com elogios apaixonados de suas seguidoras no Instagram. Uma menina chegou a comentar: “Ainda dá tempo de vomitar a janta, obrigada!”. Assustador é pouco, não acham?

Enquanto refletia sobre o assunto, cheguei a conclusão de que hoje, as redes sociais não são mais tão inofensivas quanto pensávamos. Essa onda de postar fotos de barrigas “negativas” – como costumam designar – tem muito impacto na vida de algumas pessoas. Mesmo que essa obsessão pela magreza venha mascarada de “vida saudável”. É ou não é?

Até porque, convenhamos, a partir do momento que você posta fotos inspiradoras (que em 99,9% das vezes são de mulheres magérrimas), você está favorecendo a cultura da magreza. Está, querendo ou não, alimentando algo irreal. Criando um estereótipo quase impossível de seguir. E, vamos combinar, pra quê seguir?

Confesso que sou super adepta das redes sociais – tenho perfil em tudo quanto é lugar. Mas eu sei o quanto isso pode te abalar. Quantas vezes li alguma notícia/vi alguma foto que me deixou perplexa o dia inteiro? Sei o quanto isso aumenta nosso nível de ansiedade, e o quanto isso afeta as pessoas. Umas mais, outras menos – mas afeta. E a partir do momento que casos como esse, que citei acima, acontecem, algo tem que ser feito. Ou vamos deixar tudo como está?

Contardo Calligaris, colunista da Folha de São Paulo, escreveu um texto muito interessante, intitulado “A inveja dos outros” – que fala basicamente sobre as redes sociais e a busca incansável de ser o que não é. Vale a pena ler – e compartilhar.

“O que conta hoje, não é ‘ser feliz’, mas parecer invejavelmente feliz.” – Calligaris

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