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Dica de Leitura: A culpa é das estrelas

02/09/2013

“A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas – mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.” – Júlio César, de Shakespeare

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Há muito tempo tinha vontade de ler “A culpa é das estrelas“. Principalmente porque todo mundo que havia lido, me falava que era o melhor livro de todos os tempos – além de ser super dramático e extremamente romântico. Bem do jeito que eu gosto, pra falar a verdade. Por isso, na última quinta-feira, minha amiga da faculdade levou para me emprestar. Comecei na sexta, e no sábado a noite terminei as 286 páginas do livro que, da noite para o dia, se tornou um dos meus favoritos.

“Meus pensamentos são estrelas que não consigo arrumar em constelações”

Hazel Grace tem 16 anos e há três luta contra um câncer terminal que, apesar de encolhendo, não lhe dará mais que alguns anos de vida. Ela abandonou a escola há algum tempo e passa as tardes assistindo America’s Next Top Model, o que não quer dizer que ela seja totalmente infeliz.

A verdade é que Hazel há muito tempo aceitou seu destino, e a única coisa que a deixa preocupada, magoada e, principalmente, culpada, é a forma como seus pais precisam encarar esse grande desafio. Isso e a chatice de ter que ficar carregando um cilindro de oxigênio pra todos os lados.

As coisas começam a mudar em sua vida quando, por insistência da mãe, ela vai à reunião de um grupo de apoio para jovens com câncer.

Não era sua primeira vez. Já estava acostumada com o ambiente meio esquisito e o discurso otimista, mesmo para os que não tinham mais chance. Mas era a primeira vez de Augustus Waters.

“Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.”

Gus, como todos o chamam, tem sua própria cota de sofrimento, tendo perdido uma perna por conta do câncer. Ele é amigo de Isaac, um menino cego com quem Hazel dividia suspiros irônicos durantes as reuniões, e acaba se aproximando dela. Claro que daí nasce um relacionamento bastante real, com aspectos dramáticos e muitos momentos românticos.

Uma das coisas que Hazel mais ama na vida é um livro chamado “Uma Aflição Imperial”, que termina no meio de uma frase, deixando muitas questões em aberto. Fã incondicional do autor, ela sonha em descobrir o que aconteceu – só assim sua vida poderia seguir completa. Mas o autor nunca respondeu nenhuma de suas cartas.

Com um empurrãozinho da doença, Gus e Hazel acabam em uma aventura surpreendente para Amsterdã, em busca de Peter Van Houten, o autor. E a partir daí, as aventuras são muitas. Tenho certeza que vocês vão se impressionar com as reviravoltas que o livro dá. E claro, se emocionar – muito!

“Você pode amar muito alguém, mas você nunca pode amar uma pessoa tanto quanto pode sentir falta dela.”

Sem mais nem meias palavras, esse é um livro que emociona. Lida com questões sérias de adolescentes que passam pela fase da doença terminal, sofrem com o câncer e ainda assim nos dão uma grande lição de vida – sobre o que é ser humano, sobre viver intensamente independente do tempo que se tem, sobre o amor, a compreensão e principalmente, a perda. Ele é um tesouro que merece ser compartilhado. Leiam, se emocionem, e passem adiante!

“(…) agora que eu amava uma granada foi que entendi a bobagem que é tentar salvar os outros da minha própria explosão iminente.”

E vocês? Já leram?

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One Comment leave one →
  1. 02/09/2013 3:14 PM

    Falam tão bem desse livro que sempre tive vontade de ler.
    Beijo

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