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Poema chinês: “Bebo sozinho ao luar”

08/05/2015

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Recebi esse poema, por e-mail, do meu amigo Paulo José Miranda. Segundo ele, é de um poeta chinês Li Po ou Li Bai (701-762). Olhem que lindo:

Bebo sozinho ao luar

Encurralado entre flores e um jarro de vinho,
e com a ajuda de nenhum amigo, bebo sozinho.
Convido a Lua, erguendo a taça.
Viro-me depois para a minha sombra e formamos um trio.

Embora a Lua não beba vinho e a minha sombra só imite o que eu faço,
Sei que serei feliz antes que a Primavera chegue ao fim,
Com as queridas amigas por companhia, a altaneira Lua e esta pobre sombra.

O luar acompanha cada uma das minhas canções 
E a parte escura de mim abraça-me na dança.
Bebemos e nos divertimos como velhos amigos.

E bêbados, depois, fomos cada um para sua casa.
Há sempre amigos com quem podemos contar, mesmo que não tenham coração.
E havemos de nos voltar a encontrar na Via Láctea.

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